Funcionários do banco Santander interromperam suas atividades nesta terça-feira (4) em protesto contra demissões em massa, de acordo com o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região. Segundo a entidade, na capital paulista, as paralisações ocorreram em 17 agências da região central e da avenida Paulista.
A Contraf (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro), afirmou que, além de São Paulo, houve paralisações em, pelo menos, outras cinco regiões metropolitanas: Rio de Janeiro, Salvador, Porto Alegre, Recife e Campinas.
O sindicato afirma ainda que, desde sexta, já foram realizadas mais de mil demissões pelo banco. O número exato será conhecido após a homologação dessas demissões, que deverá ocorrer em até dez dias.
A entidade afirma que existe no banco uma lista dos funcionários que serão demitidos até a próxima sexta-feira. O documento teria cerca de 5.000 nomes. O Santander possui, hoje, 55 mil funcionários em todo o país.
Procurado, o Santander informou que as informações referentes a uma forte redução do número de funcionários "não correspondem à realidade". O banco acrescentou que está procedendo um ajuste em sua estrutura de forma a adequá-la ao contexto competitivo da indústria.
"O Santander reforça o seu compromisso com os planos de crescimento e seu apoio ao desenvolvimento do país", disse em nota.
GERÊNCIA
De acordo com Ademir Wiederkehr, funcionário do banco e secretário de imprensa da Contraf, as demissões que ocorreram até o momento têm se concentrado em funcionários com cargo de gerência, com mais de dez anos de empresa e que vieram de bancos comprados pelo Santander, como o Banespa, o Real, o Meridional e o Noroeste.
"Estão cortando os maiores salários como uma forma de aumentar o lucro do banco. Não há nenhum outro motivo que justifique essas demissões", declarou Wiederkehr.
Juvandia Moreira, presidente do sindicato dos bancários paulista, concorda. "É uma forma de enviar lucros maiores para a matriz na Espanha", diz. "O banco alega ser uma reestruturação da empresa, com a fusão de regionais, mas não é o que temos percebido."
O sindicato deverá organizar novas paralisações em todo o país nesta quarta-feira (5). "Vamos continuar até que o Santander aceite conversar conosco para negociar as demissões", afirmou Juvandia.
FONTE: http://www1.folha.uol.com.br/mercado/1195848-funcionarios-do-santander-param-em-protesto-contra-demissoes-diz-sindicato.shtml

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